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terça-feira, 22 de março de 2011

A responsabilidade de ser PADRINHO/MADRINHA

Era muito comum há alguns anos atrás ouvirmos pedidos tipo:
- “Bença” dindo(a)!, ou “bença” meu padrinho/madrinha; ou tão somente : sua benção!
Essa relação afilhado(a), padrinho/madrinha era fruto de um carinho, respeito e consideração mútuo entre as partes.
Nos tempos atuais, o que vemos é um descompromisso por parte dos afilhados na definição dos padrinhos, que oras são escolhidos apenas como um mero complemento, vemos também uma degradação da figura do padrinho/madrinha, figura esta tão importante na formação espiritual e também humana dos seus afilhados.
Na minha infância ouvi muitas vezes dizerem que para ser padrinho dos seus filhos, ou do seu casamento, precisava ser uma pessoa de “consideração”, outros optavam por escolher padrinhos que pudessem ter uma condição financeira razoável para comprar a roupinha, para dar presentes, etc.
Era óbvio que não existiam muitos critérios espirituais na decisão de convidar a pessoa para assumir tal função. Apesar de que ainda nos nossos tempos vemos essas coisas acontecerem.
Narra alguns escritores que a origem dos padrinhos remonta os tempos primeiros da Igreja. Eram como que os zeladores dos neo-convertidos.
Sabemos que o papel de educar na fé é primeiramente dos pais, bem como a educação para a vida matrimonial, etc, deve sair de dentro das famílias.
Com a degradação e banalização que tentam fazer com a família, cada vez mais vemos uma realidade não muito agradável quando se trata da escolha de padrinhos. Se a família está distante de uma vivência de fé, a tendência é não ser criterioso na escolha daqueles que serão o apoio na formação espiritual do batizando, do crismando, ou dos noivos.
Os Padrinhos têm como papel principal ensinar seus afilhados a trilharem os passos de Jesus, fazendo-os crescer e desenvolver na graça tanto no Batismo quanto no Crisma, quanto no casamento. Deverão também moldá-los para que seus atos possam ser coniventes com as obrigações cristãs assumidas.
Também existem os padrinhos de investidura, que têm como obrigação auxiliar seus afilhados a caminharem corretamente nas funções pela qual exercem, ou seja, na educação religiosa!
No matrimônio os padrinhos são testemunhas diante da sociedade familiar que se constitui, e também tem por dever a orientação para a vida conjugal e a prática da religião na mesma.
Deve também os padrinhos manter o casal atento para os compromissos assumidos diante do altar e também da sociedade civil, sendo um suporte para os mesmos, evitando assim conflitos que muitas vezes destroem os relacionamentos.
O papel de educar os filhos é dos pais, porém, os padrinhos que preferencialmente devem ser pessoas casadas e de boa reputação na vida matrimonial, poderão sim dar um bom suporte nas dicas de formação dos filhos que hão de vir daquele casal que eles comprometeram-se em ser “auxiliadores espirituais”.
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