
De seu nome de batismo Margherita, originou o nome Rita. Era filha única de pais já idosos e foi casada durante dezoito anos em obediência à vontade deles. Seu casamento foi uma verdadeira via-sacra porque seu marido, Paulo, era muito violento, de gênio difícil e dado a bebedeiras. No entanto, Rita nunca revidou as grosserias de Paulo e conseguiu convertê-lo por meio do amor, da paciência e de muita oração. Todavia, esta mudança não cancelou os ressentimentos dos seus inúmeros inimigos. Por isso em pouco tempo, após a sua conversão, ele foi assassinado numa tocaia. Viúva, Rita sofreu mais ainda porque seus dois filhos tinham o gênio violento, semelhante ao do pai, e juraram vingá-lo. Como eles mudaram de idéia, Rita pediu a Deus que transformasse o coração dos filhos ou os chamasse para Si. A oração foi atendida.
Após a morte dos filhos, Rita quis entregar-se inteiramente a Deus. Procurou as irmãs agostinianas de Cássia, mas não foi aceita por ser viúva. Ela, todavia, não desanimou. Rezou, esperou e confiou tudo à vontade de Deus. Assim, Rita conseguiu entrar no convento por meio da intercessão dos seus santos protetores (São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau Tolentino).
Deus permitiu-lhe passar por muitas provações para fazer dela uma Santa. Meditava amorosa e constantemente sobre a Paixão de Cristo e recebeu um espinho de sua coroa na fronte. Esta chaga a acompanhou durante 14 anos até o final de sua vida. Somente no ano de 1450, quando ela foi em peregrinação a Roma, ocorreu que a chaga deixou de exalar o mal cheiro e passou a exalar perfume de rosas.
Assim, em 22 de maio de 1457, aos 76 anos de idade, a sua morte foi cercada de muitos milagres, os quais se espalharam pelo mundo afora.
Para nós, fica o exemplo de uma vida sempre orientada por Deus, em meio as dores, os fracassos e vitórias, as tristezas e alegrias, além da mulher forte, de muita oração e que cultivava a paz e o perdão entre as pessoas.
Santa Rita de Cássia, rogai por nós!
Texto de Mariana Soares - (Fraterno III da Javé Shammá)